Não romantizo a maternidade.
Sempre ouvi "quando nasce um bebê, nasce uma mãe". Parece poesia, mas é um aviso.
Quando nasce uma mãe, com ela vem muitos desafios, e sim, a maternidade é um lugar solitário.
Depois de mais velha, olhando a minha mãe, entendi: ela também estava na primeira viagem.
Sempre achei que ela teria todas as respostas, quando na verdade, ela estava vivendo e descobrindo o mundo, assim sem receita, sem meios.
As pessoas não tem paciencia com as mães.
Mas cada mãe é um recomeço.
Como um ser individual, que nasceu.
Não romantizo a materindade, repito, é um lugar solitário, onde você precisa suprir expectativas de todos.
Cobram que uma mãe venha pronta, com respostas sobre alguém que também nasceu, nasceu um bebê, nasceu uma mãe e isso é o salutar do nascimento.
Não existe um curso de especialização de mãe, todo o sentido é estintivo, onde sentindo se faz.
E cada mãe encontra seus desafios.
O mundo das mães é o particular, onde existe um recomeço e um meio, sem fim.
O fim não existe no maternar.
